Turma do Bem

A Turma do Bem é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), fundada em 2002, que tem como missão mudar a percepção da sociedade na questão da saúde bucal e da classe odontológica com relação ao impacto socioambiental de sua atividade.



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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Higiene Bucal redobrada para quem usa aparelhos.

A higiene bucal é mais difícil para quem usa aparelho ortodôntico, principalmente os aparelhos fixos. As peças coladas nos dentes, (os braquetes), os anéis cimentados nos dentes (bandas), fios e de acessórios aumentam as áreas que retêm os alimentos. Com isso é maior o acúmulo de placa bacteriana. A falta de higiene bucal faz com que ela se torne espessa e de difícil remoção.
A falta de higiene do paciente provoca um acúmulo de placa bacteriana, principalmente ao redor das peças coladas nos dentes, deteriorando a superfície do esmalte e provocando manchas brancas ou marrons que levam às cáries.
Para contornar o problema, que usa aparelho deve evitar a ingestão de alimentos açucarados e pegajosos. Como as balas, pirulitos, chicletes, que prejudicam os dentes, aumentando o risco de contrair a doença cárie. Evitar também a ingestão de alimentos duros como a pipoca e o amendoim e frutas como a maçã e a pêra, que devem ser cortadas em pedaços, porque a mordida forte pode danificar o aparelho fixo.
Os pacientes que usam aparelhos ortodônticos fixos devem ter atenção redobrada quanto à higiene, e prestar atenção às orientações do ortodontista. Além dos dentes, o aparelho também deve ser escovado diariamente com escova de cerdas arredondadas e macias para evitar que a placa bacteriana fique aderida. Há escovas específicas para isso, com pequenos tufos e cerdas em forma de V. Uma vez por mês o aparelho deve ficar de molho em anti-séptico bucal por 15minutos. A fervura do aparelho não é recomendada. A vida útil das escovas dentais dos pacientes ortodônticos é menor. Portanto, ela deve ser substituída sempre que necessário.
Para quem usa aparelho, a escova de dente dura menos.É preciso trocá-la com mais freqüência. A escovação horizontal (vai-e-vem) deve ser evitada por que machuca a gengiva e provoca cavidades nos dentes. Os movimentos com a escova no sentido da gengiva para os dentes, como se estivesse "varrendo" e, ao mesmo tempo, massageando a gengiva, ajuda a remover a placa bacteriana e a manter a gengiva saudável.
Usar o fio dental é indispensável. Uma agulhinha de plástico que ajuda a passar o fio entre os dentes é um acessório recomendável. Também é importante fazer bochechos com flúor uma vez ao dia, ante de dormir.

Fonte: www.uniodontomaringa.com.br/

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A aparência física e sua importância!

O que é bonito? 

Padrões de beleza variam de cultura para cultura, mas a maioria das pessoas valorizam muito mais características faciais bem equilibradas, principalmente na região da boca. A boca é um foco de atenção porque nós consistentemente comunicamos e expressamos nossos sentimentos através dela.
A maioria das pessoas estão muito conscientes sobre a aparência dos dentes, muito embora esta percepção possa ser subconsciente. Num estudo de 75 crianças, com idade entre 9 e 14 anos, cada uma delas foi mostrado fotografias faciais que variavam desde dentes protruídos como coelinhos, mandíbulas retruídas por falta de crescimento, até sorrisos ideais, onde os dentes se encaixavam apropriadamente. Foi pedido para cada criança selecionar um desenho que se parecia com ele ou ela. Invariavelmente, a fotografia da criança com uma mordida ou sorriso ideal foi escolhida.
Em outro estudo de crianças com menos de 8 anos foi mostrado uma série de fotografias de pessoas mutiladas, algumas sem braços, ou sem pernas, outras sem orelhas, ou cegos, ou sem dedos, e também pessoas com fendas labias e/ou palatinas. Foi perguntado às crianças quais das situações seria a mais difícil para se conviver. Quase a maioria delas escolheu a fotografia das pessoas com fendas labiais e/ou palatinas, mostrando assim a percepção que até mesmo as crianças tem com aparência facial.
A necessidade de aceitação é algo que nunca é superada.Um adulto ou uma criança que não sente-se atraente devido aos dentes tortos ou arcadas desalinhadas podem tornar-se inibidos, acanhados, contrangidos, envergonhados e preocupados com sua aparência. Ela ou ela podem muitas vezes cobrir a boca durante uma conversa ou dando risadas, sorrir pouco, ou mesmo tentam esconder ou mascarar seu perfil.
Além de melhorar a saúde bucal, ortodontia é um caminho para melhorar a fisionomia e a auto-estima de uma pessoa. O tratamento ortodôntico pode dar à uma pessoa a sensação de controle, pois proporciona uma oportunidade de participar na melhoria da aparência das pessoas. Aumento na auto-confiança é observado quase sempre antes do tratamento ter sido completo.
Uma aparência melhorada através do tratamento ortodôntico pode melhorar enormemente a auto-estima das pessoas, e melhorando a auto-estima pode definitivamente melhorar a qualidade de vida.

Fonte: ABC da Sáude

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Bruxismo em crianças


O Bruxismo caracteriza-se pelo ato de ranger ou apertar os dentes quando o indivíduo não está desempenhando a função de mastigação ou deglutição. Tem sido relatado como um problema comum no homem moderno, causando dor e desconforto não só na região da boca, mas também em regiões como ATM (articulação temporo-mandibular), cabeça, pescoço e ombros. Sua etiologia pode estar relacionada a fatores sistêmicos, emocionais, ocupacionais e oclusais.
Nas crianças pode estar relacionado à fase de desenvolvimento e crescimento dos arcos dentários onde a troca da dentição pode gerar uma instabilidade oclusal. Outro fator está relacionado a distúrbios emocionais, o que torna especialmente complexo o diagnóstico e determinação do tratamento desta patologia.
Nos casos de presença de desgastes dentários e sintomatologia dolorosa são utilizadas placas de mordida resilientes associadas a exercícios para relaxamento da musculatura. Quando o fator emocional está envolvido, faz-se necessário um acompanhamento psicológico e ingestão de Chá de melissa (Melissa Officinalis), que é uma erva conhecida pelo seu poder relaxante, também com intuito de minimizar a tensão sobre a musculatura (JOSGRILBERG, E. B.; GUIMARÃES, M.; GIRO , E.).
Cabe ressaltar que esta patologia multifatorial necessita de cuidados associados com atenção à criança como um todo, de forma a prevenir alterações mais severas na fase adulta.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Aids e os dentistas

• Existe risco de o paciente se infectar com o vírus da AIDS durante o tratamento odontológico?
Não há risco de contaminação da AIDS nos consultórios dentários, desde que os instrumentais que tenham sido utilizados em pacientes com AIDS tenham sido esterilizados corretamente.

• Esse tipo de esterilização é um processo complicado?
Não, pois as autoclaves usualmente utilizadas em clínicas odontológicas, são capazes de promover facilmente a destruição do vírus HIV.

• O vírus HIV é mais difícil de ser destruído que microorganismos causadores de outras doenças?
Não, ele é inativado com técnicas de biosegurança, desde que bem executadas.
O treponema pallidum, causador da sífilis, e o HBV, causador da hepatite B, são bem mais resistentes que o vírus da AIDS.

• Quais os cuidados que o cirurgião-dentista deve tomar para evitar o contágio?
Conhecer profundamente técnicas de assepsia e biosegurança. Certificar-se, pessoalmente, que os auxiliares conhecem as técnicas de biosegurança e que elas são praticadas em seu consultório.
Utilizar materiais descartáveis e cuidar para que jamais eles sejam reutilizados. Utilizar coletores de materiais erfurocortantes nos consultórios e, manusear com muito cuidado estes materiais. È obrigatório a utilização de equipamentos de proteção individual, tais como luvas, mascarras, gorros e óculos. Conhecer o histórico médico de seus pacientes. Estas e outras atitudes podem praticamente eliminar a possibilidade de acidentes.

• E as brocas, como devem ser esterilizadas?
Elas devem ser lavadas e posteriormente desinfetadas em soluções químicas de glutaraldeído antes de serem esterilizadas em autoclaves.

• O dentista deve usar um par de luvas novas para cada paciente?
Sim, pois a luva é considerada um material descartável e, portanto, deve ser eliminada após cada atendimento.

• Através do exame bucal, o dentista pode suspeitar que o paciente tem AIDS?
Sim, pois existem várias doenças na boca que ocorrem preferencialmente em pacientes HIV positivos.

• O paciente HIV positivo deve informar ao dentista a sua condição?
Sim, pois alguns cuidados especiais devem ser tomados com esse paciente, como por exemplo cobertura antibiótica após extrações.

• O dentista pode solicitar o exame anti-HIV?
Sim o dentista pode solicitar o exame de HIV, desde que o paciente concorde e tenha o conhecimento dessa solicitação.

• Quem corre mais riscos de contaminação no consultório dentário: o dentista ou o paciente?
Embora o risco de contaminação seja mínimo, o dentista, por estar em contato com os fluidos que podem conter vírus, como o sangue e a saliva, está mais sujeito à contaminação.

Fonte: http://www.clinicaede.com.br/curiosidades/

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Higiene bucal do Bebê

Além das indiscutíveis propriedades físicas, nutricionais e psicológicas do leite materno, a amamentação é importante para a saúde bucal do bebê. Mamando no peito, o bebê respira pelo nariz e é obrigado a morder, avançar e retrair a mandíbula. Isso propicia o correto desenvolvimento muscular e esquelético da face, possibilitando a obtenção de uma boa oclusão dentária.
Os cuidados com a higiene bucal devem começar a partir do nascimento do bebê. No recém-nascido, a limpeza deve ser feita com uma gaze ou fralda umedecida em água limpa para remover os resíduos de leite. Com o nascimento dos primeiros dentes (por volta dos 6 meses), a fralda deve ser substituída por uma dedeira. Aos 18 meses, com o nascimento dos primeiros molares decíduos, a higiene deverá ser realizada com uma escova dental infantil sem creme dental ou com um creme dental sem flúor. O creme dental fluoretado só deverá ser utilizado a partir dos 2 ou 3 anos de idade, quando a criança souber cuspir completamente o seu excesso.
A cárie é uma doença transmissível. O Streptococcus mutans, bactéria causadora da cárie, pode ser transmitido da mãe para o filho pelo contato direto. Por isso, não se deve soprar a comida do bebê nem experimentá-la com o talher dele, pois é possível transmitir a ele essas bactérias.
A primeira visita ao dentista deve ser feita ainda na gestação. O ideal é que a mãe faça uma consulta para receber as orientações necessárias para manter a correta saúde bucal do seu filho. Independentemente da consulta da gestação ter sido realizada, a primeira consulta do bebê deve ser por volta dos 6 meses, coincidindo com o nascimento do primeiro dente decíduo. Preferencialmente, a consulta deve ser realizada com o odontopediatra, pois é ele o profissional habilitado a fazer esse primeiro atendimento.
A cárie de mamadeira é uma cárie de desenvolvimento rápido (aguda), que provoca dor e dificuldade de alimentação, determinando perda de peso e de estatura. É provocada pela ingestão de líquidos açucarados na mamadeira, principalmente durante a noite, sem que seja feita a higiene bucal posterior.
Quando for trocar a mamadeira pelo copo, e houver preocupação de o bebê não tomar mais leite a mãe deve ter alguns cuidados.Todo processo de remoção de hábitos deve ser lento e gradativo. Antes de remover a mamadeira, é necessário ter certeza de que seu filho sabe e gosta de tomar líquidos no copo. Para isso, primeiramente substitua apenas uma mamadeira pelo copo (geralmente, inicia-se pela mamadeira da tarde). Quando perceber que seu filho está tomando todos os 250 ml anteriormente oferecidos na madeira, no copo, substitua a mamadeira da manhã. No momento em que ele estiver ingerindo 500 ml de leite por dia no copo, a mamadeira da noite deverá ser substituída. Esse processo pode durar de 2 a 6 meses, dependendo da criança, por isso, o ideal é que ele seja iniciado um pouco antes dos 2 anos de idade. Para facilitar o processo, pode-se usar os copos com tampa, também chamados de copos de transição.
Para remover a chupeta, deve-se reduzir o seu uso a cada dia. Comece utilizando-a moderadamente, somente quando a criança estiver adormecendo. Quando a criança dormir, lentamente, remova a chupeta da boca e guarde-a. Nunca deixe a chupeta em correntes penduradas no pescoço ou ao alcance da criança. É a mãe que deve administrar as horas de uso, e não a criança. Assim, cada dia ela usará a chupeta um pouco menos até reduzir completamente o seu uso, o que deve ocorrer por volta dos 2 anos de idade.
Dr. Caio Racy

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Higiene bucal e o meio ambiente

Uma pesquisa realizada pela WWF Brasil em parceria com o Ibope, mostrou que 87% dos brasileiros fecham a torneira enquanto escovam os dentes para não disperdiçarem água.
Isto significa que cada pessoa deixa de gastar (considerando dois minutos de torneira aberta) cerca de 13,5 litros de água a cada vez que escova os dentes. Se um milhão de pessoas fecharem a torneira ao escovar os dentes ao longo de um mês, será poupada uma quantidade de água equivalente ao que cai das Cataratas do Iguaçu por 12 minutos. Isso prova que a motivação em colaborar com o meio ambiente é diretamente proporcional a economia financeira gerada ao final do mês na conta de água. Mesmo assim o que vale é a colaboração. Participe, pois o planeta e o país só ganham com atitudes dignas como essa.

Rodrigo G. Bueno de Moraes

domingo, 6 de junho de 2010

Medo atrapalha tratamento no dentista...

Experiências negativas
O medo pode ter raízes no passado. "Muitas vezes, o paciente torna-se odontofóbico porque vivenciou dor ou teve alguma experiência negativa com dentistas na infância", afirma a odontopediatra Eliana Amarante. Foi o que aconteceu com a professora Sônia Maria de Carvalho Pinto, 32.
"Acho que meu medo começou quando era pequena e fui a alguns dentistas ruins que fizeram o tratamento de qualquer jeito; até desmaiei por causa do medo de sentir dor", lembra. Já adulta, ela passou por outra experiência ruim: mesmo depois de seis doses, o anestésico não surtiu efeito, e ela foi obrigada a tratar um canal sem estar anestesiada. O medo até provoca insônia. Neste mês, ela teve de extrair dois pré-molares para usar aparelho ortodôntico. "Fiquei sem dormir três noites, tomando chá para tentar me acalmar", diz a professora.
Da mesma forma que as experiências negativas atrapalham, as bem-sucedidas ajudam a eliminar ou, pelo menos, reduzir o temor. É o caso de Pedro Basile Lindenberg, 10. Segundo sua mãe, a personal trainer Cássia Maria Amajones, 39, ele chorava muito e tinha de ser segurado quando precisava tomar anestesia. Recentemente, o garoto precisou extrair quatro dentes e, durante o procedimento, foi submetido à sedação consciente inalatória. "Com essa técnica, ele não sentiu dor e, como tudo foi explicado de forma detalhada pela dentista, ele ficou mais confiante", diz a mãe. Pedro parece ter superado o problema. "Ele precisou fazer uma obturação depois das extrações e nem tomou anestesia."
A sensação do desconhecido -que, no caso de Pedro, foi solucionada pelas explicações da dentista- também pode gerar medo, explica o psicólogo Antonio Pereira. Além de não entender exatamente como será feito o tratamento, o paciente pode ainda se sentir impotente. "Quando está na cadeira do dentista, a pessoa não está controlando a situação", afirma o psicólogo.
O psiquiatra Márcio Bernik, coordenador do Amban (Ambulatório de Ansiedade), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC), aconselha a pessoa a tentar se habituar gradativamente à situação, levando um amigo ao dentista e acompanhando sua consulta, por exemplo. "Assim, o que antes causava terror passa a causar tédio, e as reações de ansiedade vão se consumindo."
O temor também pode ser "transmitido" de pai para filho. "Metade das crianças sentem medo de dentista quando os pais também o sentem", afirma Cláudia Marassi. Isso pode acontecer quando o pai conta uma experiência dolorosa para a criança. A cirurgiã-dentista cita outra atitude dos pais que pode gerar temor: fazer ameaças, convertendo o próprio dentista, a anestesia ou a injeção em castigo quando a criança faz alguma travessura.


Algumas dicas:
• Respire profunda e calmamente antes de sentar-se na cadeira do dentista e enquanto estiver em tratamento. Ao se concentrar na respiração, você deixa de prestar tanta atenção ao dentista e ainda oxigena melhor o cérebro.
• Utilize técnicas de relaxamento, como meditação e exercícios de ioga.
• Se você tem fobia de sangue ou de ferimentos, não tente relaxar. Contraia os músculos para evitar desmaios.
• Acompanhe o tratamento de parentes e amigos para se habituar gradativamente ao ambiente e à situação.
• O desconhecido gera insegurança. Por isso peça ao dentista para explicar o tratamento antes de iniciá-lo.
• Não transfira o próprio medo aos seus filhos. Evite associar o dentista a algo doloroso ou punitivo e mostre que a ida ao consultório faz parte da rotina.


Folha de S. Paulo

sábado, 5 de junho de 2010

Gravidez e odontologia: Mitos e Verdades.

 • Existem modificações na boca durante a gravidez?
Apesar de existir a crença popular em que as mulheres grávidas apresentam maior perda de dentes, cáries que as mulheres não gestantes, não há nenhum estudo científico sobre isso. A razão de perdas de dentes e aumento de cárie se devem a negligência com a higiene oral.

Pode ocorrer alterações orais nas mulheres grávidas devido as modificações físicas e fisiológicas como acontece em todo organismo da gestante.
Entre as alterações bucais estão a gengivite gravídica que é uma resposta inflamatória exagerada em relação a fatores irritantes que causam a gengivite comum. A sua prevenção é simples, bastando realizar meticulosa higiene oral, (escovação e uso de fio dental) e, sempre realizar acompanhamento com o cirurgião-dentista. Pode ocorrer também aumento da mobilidade dentária, do fluido gengival e da profundidade da bolsa por alterações no equilíbrio hormonal, porém essas três alterações reduzem-se normalmente após o parto.
Outras mudanças que ocorrem na cavidade oral são o aumento da salivação e o aparecimento de pigmentação que ocorre geralmente nos lábios (manchas nos lábios) devido às modificações hormonais.

• Posso realizar algum tipo de tratamento odontológico durante a gravidez ou amamentação?
O tratamento odontológico de rotina deve ser evitado durante a gestação e para evitar situações de urgência odontológica, é altamente recomendável a realização de tratamento odontológico e check-up prévios a gestação.
Em casos de urgências odontológicas, como nos casos de pulpite, abscesso, por exemplo, deve-se realizar o tratamento, independente do período de gestação. Se for necessário a realização radiografia, deve-se comunicar o médico, para que ele tome os devidos cuidados, para que o risco para o feto seja praticamente nulo.
O uso de medicamentos deve ser avaliado pelo dentista e nunca deve ser feita auto-medicação. É importante salientar que durante a amamentação o lactante também recebe os medicamentos administrados à mãe, já que a grande maioria das drogas é excretada pelo leite materno, em menor ou maior grau.


• É verdade que o flúor fortalece os dentes do bebê?
O flúor é essencial na fase de calcificação dos dentes e constitui um método de prevenção de cárie. Porém, o uso do flúor pré-natal não tem nenhum valor na preservação de cárie dos dentes permanentes, assim, ao nascer, a criança deverá continuar a receber flúor.

Mayara Aguilar Dias de Brito
Mestranda da Disciplina de Clínica Integrada da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo

Anna Carolina Ratto Tempestini Horliana
Doutoranda da Disciplina de Clínica Integrada da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo
Flavio Eduardo Guillin Perez
Maria Aparecida Borsatti
Professores Doutores da Disciplina de Clínica Integrada da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo