
Escrito em:12/5/2010
Se todos fossem iguais a você...
Quem teve a oportunidade de assistir o último documentário realizado pela Turma do Bem (Boca a Boca, 2009) pôde notar o tamanho da nossa encrenca para conseguir escolas ou instituições sociais para realizar a triagem dos jovens que serão beneficiados pelo projeto Dentista do Bem.Sempre que digo isso, alguém fala: “Como assim? Como vocês têm dificuldade de entrar nas escolas para realizar um projeto que oferece tratamento odontológico gratuito a quem precisa e não tem condições econômicas? Que absurdo!”Tem diretor que no primeiro contato telefônico, nem escuta o que temos a dizer: “A escola já tem projetos demais!” ou “Não temos interesse nisso!” Outros confundem o Dentista do Bem com outros projetos: “Vocês vão oferecer alguma limpeza e depois vão cobrar o tratamento.”Depois de muito tempo insistindo, chega o dia da triagem. Acham que os problemas acabaram? Já teve casos de escolas que as cartinhas de encaminhamento dos jovens selecionados (que são enviadas pelo correio para as escolas) ficaram guardados em uma gaveta. A direção simplesmente “esqueceu” de entregá-las.Ainda bem que existem diretores (a) que são realmente incríveis! Alguns se tornam amigos da Turma do Bem e nos ajudam de todas as formas: mobilizam funcionários para ajudar na explicação do projeto para os professores, na organização das filas (que não é nada fácil!), auxiliam no preenchimento das fichas e até nos convidam para um cafézinho ou merendar junto com a criançada. Alguns diretores, quando chegam as cartas, ligam para os dentistas, marcam as consultas, dão o dinheiro da passagem, e para completar, acompanham com “rédeas curtas” o tratamento dos jovens, informando a gente de cada passo deles no dentista.Mas essa semana aconteceu algo que eu nunca vi. Recebemos da coordenadora de Teresópolis, Anna Cristina Tenan, as autorizações dos pais (necessárias para o encaminhamento dos jovens) de uma triagem realizada na instituição CAMP – Teresópolis totalmente datilografadas (sim, ainda existem máquinas de escrever!!!)
Se todos fossem iguais a você...
Quem teve a oportunidade de assistir o último documentário realizado pela Turma do Bem (Boca a Boca, 2009) pôde notar o tamanho da nossa encrenca para conseguir escolas ou instituições sociais para realizar a triagem dos jovens que serão beneficiados pelo projeto Dentista do Bem.Sempre que digo isso, alguém fala: “Como assim? Como vocês têm dificuldade de entrar nas escolas para realizar um projeto que oferece tratamento odontológico gratuito a quem precisa e não tem condições econômicas? Que absurdo!”Tem diretor que no primeiro contato telefônico, nem escuta o que temos a dizer: “A escola já tem projetos demais!” ou “Não temos interesse nisso!” Outros confundem o Dentista do Bem com outros projetos: “Vocês vão oferecer alguma limpeza e depois vão cobrar o tratamento.”Depois de muito tempo insistindo, chega o dia da triagem. Acham que os problemas acabaram? Já teve casos de escolas que as cartinhas de encaminhamento dos jovens selecionados (que são enviadas pelo correio para as escolas) ficaram guardados em uma gaveta. A direção simplesmente “esqueceu” de entregá-las.Ainda bem que existem diretores (a) que são realmente incríveis! Alguns se tornam amigos da Turma do Bem e nos ajudam de todas as formas: mobilizam funcionários para ajudar na explicação do projeto para os professores, na organização das filas (que não é nada fácil!), auxiliam no preenchimento das fichas e até nos convidam para um cafézinho ou merendar junto com a criançada. Alguns diretores, quando chegam as cartas, ligam para os dentistas, marcam as consultas, dão o dinheiro da passagem, e para completar, acompanham com “rédeas curtas” o tratamento dos jovens, informando a gente de cada passo deles no dentista.Mas essa semana aconteceu algo que eu nunca vi. Recebemos da coordenadora de Teresópolis, Anna Cristina Tenan, as autorizações dos pais (necessárias para o encaminhamento dos jovens) de uma triagem realizada na instituição CAMP – Teresópolis totalmente datilografadas (sim, ainda existem máquinas de escrever!!!)
Não é um cuidado todo especial?Isso significam horas de trabalho a menos. Isso significa um cuidado prestimoso para com a ONG, com os adolescentes e com os dentistas. Além do visual vintage da letrinha da máquina de escrever...Não importam os computadores, mas sim as pessoas que estão por trás deles.Ja dizia o poeta:“QUE MARAVILHA DIZER SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCE!” OBRIGADO CAMP Teresópolis ...
